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Indigestão: prefeito tenta selar paz no PL, mas leva ‘não’ de três vereadores

Vereadores dizem que não foram avisados, se sentem desrespeitados e recusam entrar na base.

Por Redação D
08/01/2026 15:00:43

Pode separar o sal de fruta. O PL de Tijucas entrou em uma fase de digestão difícil e o mal-estar já é visível entre parte de seus próprios eleitos. Oficialmente, o partido agora está no governo mas, na prática, uma ala inteira segue na oposição. E seguirá, até segunda ordem.

O Partido Liberal de Tijucas está dividido - e sem conseguir digerir adequadamente os últimos acontecimentos. Os três vereadores da sigla que hoje fazem oposição ao governo municipal foram chamados para uma conversa a portas fechadas com o prefeito Maickon Campos Sgrott, já oficialmente filiado ao PL. A tentativa de aproximação, no entanto, terminou longe de um aperto de mãos.

Renato Laurindo, Esaú Bayer e José Vicente Silva e Silva deixaram claro que não foram avisados pela executiva estadual sobre a filiação do prefeito e se disseram desrespeitados pelo processo. Não ouviram o que queriam - e Maickon também não. O encontro ocorreu logo nas primeiras horas da manhã, no gabinete do prefeito, e foi o próprio chefe do Executivo quem puxou o assunto.

 

Vereadores dizem que não foram avisados, se sentem desrespeitados e recusam entrar na base de Maickon Campos Sgrott. Fotos: CMT/Divulgação

 

Em tom de desabafo, um dos parlamentares recorreu à analogia futebolística para resumir o clima: “Não é porque veio jogar no Flamengo que tem que aceitar um vascaíno”. Maickon chegou a sugerir incluir os três no grupo de WhatsApp da base governista, mas a proposta foi recusada.

Presos à janela partidária, que ainda não permite troca de sigla, os três vivem dias de constrangimento político. A decisão inicial é manter a postura: continuar como oposição agora, ironicamente, dentro de um partido que passou a integrar o governo.

O sentimento é de mágoa e desconfiança. Eles dizem que ainda não “digeriram” a mudança e querem ver gestos concretos antes de qualquer aproximação. Apoio automático, por ora, não entra na pauta.

O PL de Tijucas, pelo visto, começa uma nova fase com um detalhe incômodo: um bloco de oposição instalado no coração do próprio partido. O resto, como sempre na política, fica por conta do tempo.

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