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Nada é por acaso: a ‘isca’ para troca de partido de Maickon Sgrott tem nome e valores

Molhes, contorno viário e facilidade de acesso a estrutura do estado estão entre os fatores.

Por Redação D
06/01/2026 21:00:24

Na política não existe “almoço grátis”, e cada passo é calculado, medido e antecipado. A mudança de partido do prefeito Maickon Campos Sgrott não “pegou ninguém” de surpresa e vem sendo construída desde o início da gestão, em janeiro de 2025. A ‘isca’ para a troca do PP pelo PL tem dois nomes conhecidos: o Molhe do Rio Tijucas e o Contorno Viário ligando a BR-101 à SC-410.

 

A imagem do molhe é ilustrativa e foi ferada por IA. Ainda não foi revelado oficialmente qual será o projeto do molhe.

 

Claro que não são apenas esses dois projetos. O ‘calibre’ de um partido com bancada de 11 deputados, senador, representação no Congresso Nacional e o comando do Governo do Estado pesa - e pesa muito - na equação. Tijucas precisa de parceiros e, principalmente, de cofres abertos para tirar projetos do papel. E isso já antecipa o tom da campanha de reeleição em 2028. No mais, Jorginho Mello (PL) aparece com a reeleição praticamente consolidada, ao menos é o que indicam as pesquisas.

 

 

As notas principais, no entanto, foram dadas pelo próprio chefe do Executivo. Segundo ele, a mudança busca “somar forças” e viabilizar projetos estruturantes para o município - entre eles o contorno viário para retirada do tráfego pesado do perímetro urbano e a execução dos molhes da Boca da Barra, hoje com Licença Ambiental Prévia. Está dito.

A dragagem do Rio Tijucas e a construção do Molhe são a menina dos olhos de Sgrott. Desde que assumiu, ele tem empenhado tempo, energia e recursos públicos para melhorar a utilização da Praia de Tijucas. Prometeu, apresentou o projeto ao Instituto do Meio Ambiente e, agora, para acelerar o processo, precisa de um “empurrãozinho” de quem conhece os atalhos da burocracia estatal.

 

 

O contorno viário vive situação semelhante. A obra promete retirar do Centro de Tijucas o tráfego pesado de quatro municípios do Vale, uma solução considerada necessária para desafogar a malha viária, mas que começou a ser discutida oficialmente em 2019 e nunca avançou. Maickon resgatou o projeto e, novamente, dependerá de volumosos recursos estaduais e de parceiros capazes de pressionar liberações nos âmbitos estadual e federal.

Há ainda fatores adjuvantes. No pano de fundo, o prefeito estava filiado a um partido que perdeu representatividade na Assembleia Legislativa, perdeu espaço no Congresso Nacional e, pelo desenho atual, pode perder o Senado - já que a disputa favorece nomes como Carol De Toni e Carlos Bolsonaro para representar Santa Catarina. Nota de rodapé: Maickon está no grupo de prefeitos da região que declarou publicamente apoio a De Toni.

 

 

É aí que entra o cálculo de 2028. O Partido Liberal (PL), o mesmo do governador Jorginho Mello, foi o que mais elegeu prefeitos nas municipais de 2024 em Santa Catarina: 90 das 295 prefeituras, o equivalente a 30,5%. Não é pouca coisa. Para efeito de comparação, o PP ficou com 53 prefeituras e aparece como o terceiro partido no ranking, atrás do MDB.

Esses são os fatores cruciais e as projeções feitas por Maickon Sgrott. A troca partidária não é acidental: foi pensada no curto, médio e longo prazo. Se o rascunho se confirmará em realidade, a conversa precisará ser retomada em outubro de 2028.

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