Os “três da oposição” e a ala oposicionista do Partido Liberal de Tijucas passam a ter, a partir de agora, margem reduzida para manobra. As alternativas e os próximos passos ficam mais limitados. Isso porque o prefeito Maickon Campos Sgrott chega à sigla com a chancela do governador Jorginho Mello e já conta com uma base de apoio formada por sete vereadores.

Com sete votos garantidos, governo aperta o cerco e transforma a permanência dos oposicionistas no partido em um constrangimento político. Fotos: Divulgação
O prognóstico para os três parlamentares do PL que se declaram oposição ao governo é claro: terão de decidir, quanto antes, o caminho que seguirão, ou correm o risco de serem engolidos pela agenda governista. Renato Laurindo, Esaú Bayer e José Vicente de Souza e Silva estão diante de duas possibilidades. Aderir à gestão ou mudar de partido. Mas, para troca terão que esperar a janela partidária se abrir em 2028.

A troca de sigla, aliás, já teve precedente recente. O então candidato a prefeito do PL em 2024, Thiago Peixoto, antecipou o movimento. Em agosto do ano passado, quando membros do partido começaram a se aproximar da prefeitura, Peixoto pediu desfiliação.
Renato Laurindo chegou a ser especulado como possível nome para o primeiro escalão do governo Sgrott, hipótese que ele negou publicamente, posicionando-se como um dos líderes da oposição. Esaú Bayer também tem ocupado as trincheiras contra a gestão municipal, e a permanência na sigla, no mínimo, tende a gerar constrangimentos.

Migrar para outra legenda, neste momento, parece a alternativa mais realista para os três. O MDB surge como um caminho quase natural, até porque a própria sigla vive dilemas internos, como o caso do presidente da Câmara, Flávio Henrique Souza, que teve a expulsão aprovada pelo partido, e do vereador Cláudio Eduardo de Souza, atualmente sob vigilância cerrada da Executiva Municipal.
Seja qual for a escolha, é agora que se impõe a verdadeira “escolha de Sofia” da política tijuquense. A oposição precisará se realinhar, já que ficou em minoria no Legislativo, e decidir se aceita o constrangimento de permanecer em um partido governista fazendo oposição, ou se ‘vira a casaca’ e passa a integrar oficialmente a situação.