O prefeito de Tijucas, Maickon Campos Sgrott, antecipou a filiação ao Partido Liberal (PL) e oficializou sua entrada na sigla antes do período da janela partidária prevista para março. A mudança, confirmada nesta terça-feira (06), reposiciona o governo municipal dentro do grupo político liderado pelo governador Jorginho Mello (PL) e coloca pressão no equilíbrio de forças na Câmara de Vereadores.
A filiação foi precedida por declarações públicas do prefeito, que já vinha sinalizando aproximação com o PL como estratégia para ampliar o apoio do Governo do Estado. Em ao menos duas entrevistas no ano passado Sgrott afirmou que estava em conversações com o govenador do estado para troca partidária.
Segundo o chefe do Executivo, a mudança tem como objetivo “somar forças” e viabilizar projetos estruturantes para o município, entre eles o contorno viário para retirada do tráfego pesado do perímetro urbano e a execução dos molhes da Boca da Barra, que atualmente contam com Licença Ambiental Prévia.

Movimento político aproxima governo municipal do partido do governador e coloca vereadores da oposição em novo cenário de pressão. Foto: Divulgação
Apesar da mudança de partido, o prefeito afirmou que a aliança com Progressistas, PSD e União Brasil será mantida, garantindo a continuidade do bloco governista no município. A mudança, no entanto muda o mapa da região. Agora o PL conta com prefeito em Tijucas, Canelinha, Nova Trento, Itapema, Brusque e Governador Celso Ramos. O PP ficou apenas com Major Gercino e o União Brasil governa São João Batista. Já o PSD tem o controle de Bombinhas e Balneário Camboriú.
Desde o início do mandato, Maickon Campos Sgrott vinha ampliando sua base dentro do PL, com a aproximação de lideranças da legenda e a incorporação de nomes ao bloco governista, como ocorreu com a Fundação Municipal de Esportes e a entrada de suplentes da sigla no grupo de apoio ao Executivo. Mas, o ingresso no PL impacta diretamente o cenário legislativo.
A sigla mantinha três vereadores posicionados na oposição ao governo municipal: Esaú Bayer, José Vicente de Souza e Silva e Renato Laurindo Júnior. Com a filiação do prefeito, os parlamentares passam a integrar formalmente o mesmo partido do chefe do Executivo, o que pode gerar realinhamentos e redefinir o comportamento da bancada liberal na Câmara, ou então levar a uma debandada do partido.