Um fenômeno observado por quem trafega pelas rodovias federais de Santa Catarina tem gerado dúvidas e apreensão: equipamentos de fiscalização eletrônica começaram a desaparecer de pontos tradicionais de controle de velocidade. Postes vazios e trechos com radares desligados passaram a ser vistos em rodovias como a BR-101 e a BR-280, alterando temporariamente o cenário da fiscalização nas estradas do estado.

Transição de contrato deixa trechos da BR-101 e de outras rodovias temporariamente sem fiscalização eletrônica. Fotos: Arquivo/Divulgação
De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), a retirada dos equipamentos faz parte de um processo de transição contratual. Uma nova empresa assumiu, em novembro, a operação dos medidores eletrônicos de velocidade em Santa Catarina, substituindo o contrato anterior.

Com a mudança, os radares antigos estão sendo desmobilizados de forma gradual para permitir a instalação, aferição e calibração dos novos equipamentos. Durante esse período, alguns pontos de fiscalização permanecem temporariamente inativos, o que explica a ausência dos aparelhos em determinados trechos.

O DNIT reforça, no entanto, que a retirada temporária dos radares não altera as regras de trânsito. Os limites de velocidade continuam em vigor e devem ser respeitados, independentemente da presença momentânea dos dispositivos eletrônicos de fiscalização.
A reinstalação dos radares seguirá um cronograma escalonado, baseado em critérios técnicos que priorizam locais com maior índice de acidentes e maior necessidade de controle de velocidade. A previsão é que a operação completa do novo sistema ocorra de forma gradual ao longo de até 12 meses.