O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), manifestou-se neste domingo (4) sobre a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em meio a uma ofensiva anunciada pelos Estados Unidos contra o regime venezuelano. Em publicação nas redes sociais, o chefe do Executivo catarinense criticou o governo de Maduro, citando perseguições políticas, uso do Judiciário e fraudes eleitorais como marcas do regime.

Na postagem, Jorginho afirmou: “Doze anos no poder. Quebrou o país. Perseguiu adversários através do Judiciário para dar verniz de legalidade aos próprios abusos. Fraudou eleições. Teve o fim que merecia. Falo de Maduro…”. A declaração foi feita poucas horas após a divulgação internacional de que forças americanas teriam capturado o líder venezuelano.
A reação ocorre em um contexto de forte impacto social e migratório provocado pela crise venezuelana. Segundo dados do IBGE, entre 2010 e 2022, cerca de 272 mil venezuelanos migraram para o Brasil, sendo que 24.797 escolheram Santa Catarina como destino. Levantamento mais recente da Unicamp, com base em registros da Polícia Federal, indica que aproximadamente 48,7 mil venezuelanos chegaram ao estado nos últimos seis anos, impulsionados pela instabilidade econômica, política e social no país de origem.

A Venezuela vive, há quase três décadas, sob governos que se apresentam como democráticos, mas que, na prática, são apontados por organismos internacionais e lideranças políticas como regimes autoritários. A crise econômica prolongada, a escassez de alimentos, o colapso de serviços públicos e a repressão política levaram milhões de cidadãos a buscar refúgio em outros países da América do Sul, especialmente no Brasil.