Foto: Arquivo pessoal/Divulgação
Um filho de um advogado foi encontrado morto na tarde desta quarta-feira (13) em uma residência em Tijucas. O caso foi registrado por volta das 17h50min, na rua Estevão Gregório Faial, no bairro Universitário.
A vítima identificada como Luiz Carlos Reipert, 49 anos, morava sozinho. A polícia trata o caso como suicídio já que os indícios apontam que ele tenha tentado contra a própria vida na prática da morte voluntária.
Uma equipe do Corpo de Bombeiros esteve no local e o óbito foi confirmado. A Polícia Militar e a Polícia Civil também estiveram no local. O Corpo foi recolhido pelo IGP (Instituto Geral de Perícias) de Balneário Camboriú.


De acordo com infortmações de familiares, nas redes sociais, o velório está acontecendo na capela mortuária da funerária São José, próximo as estrutura da ponte principal da BR-101, na região central da cidade.
Por que não falar do suicídio?
Para a psicóloga Karen Scavacini, coordenadora do Instituto Vita Alere de Prevenção e Posvenção do Suicídio, não falar sobre suicídio pode ter um efeito tão devastador quanto falar de maneira inadequada. Se você está precisando de ajuda acesse esse site http://www.vitaalere.com.br/
"Quanto maior o silêncio e segredo em torno de um assunto tabu, pior para quem lida com ele. Poder falar e contar a história pode ter um efeito curativo em quem lê e em quem escreve", defende Karen.
Autora de "Mentes Depressivas - As Três Dimensões da Doença do Século" (editora Globo), a psiquiatra Ana Beatriz Silva menciona a onda de suicídios atribuída ao lançamento do livro "Os Sofrimentos do Jovem Werther", obra de Goethe de 1774 em que o protagonista se mata após um amor não correspondido.
Como reação, o livro foi recolhido e proibiu-se a discussão sobre o suicídio por acreditar que seria algo que incitasse a prática.
"Estima-se que 90% dos suicídios poderiam ser prevenidos. Isso faz pensar que esse preconceito histórico em falar sobre suicídio não ajudou a prevenir essas mortes", diz Silva, citando estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS) em uma entrevista ao site G1.
"Só falamos em suicídio quando um famoso se mata. Não se pode glamorizar um suicídio, transformar o suicida em herói. Um suicídio é um ato de desespero", diz ela, para quem relatar a trajetória de sofrimento da pessoa é mais relevante do que informar, por exemplo, métodos empregados no ato.