O coordenador da Pastoral de Rua de São Paulo, Padre Júlio Lancelotti, condenou a ação criminosa da Polícia Militar de Itajaí, que espancou moradores de rua e os forçou a caminhar até Balneário Camboriú de forma clandestina.

Ele, como líder no combate à aporofobia, a aversão a pessoas pobres, planeja levar o assunto aos Ministérios dos Direitos Humanos e da Justiça para que a Polícia Federal investigue os responsáveis por essa ação. O padre suspeita que essa ação não tenha sido espontânea, alegando que foi financiada por grupos poderosos que desejam limpar a cidade turística e tratar os moradores de rua como lixo.

Padre Júlio Lancelotti expressou choque com o fato e destacou que essa crueldade não é algo novo, citando exemplos históricos semelhantes. Ele apontou a necessidade de a Corregedoria da Polícia Militar de Santa Catarina investigar o ocorrido e alertar os Ministérios dos Direitos Humanos e da Justiça sobre essa prática comum nas cidades. O padre também mencionou a investigação em andamento dos policiais envolvidos nesse caso, que ocorreu de maneira clandestina e não autorizada.