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Sócio da boate Kiss condenando a 19 anos de prisão se entrega no presídio de Tijucas

242 pessoas morreram e outras 636 ficaram feridas em um incêndio em 2013

Por Elson Lopes
15/12/2021 09:41:14

 Foto: TJRS/divulgação/Topelegance

Se apresentou na manhã desta quarta-feira (15), no Presídio Regional de Tijucas, Mauro Hoffmann, sócio da Boate Kiss e condenado a 19 anos de prisão em extenso julgamento concluído na última semana.

 

 

“A decisão será integralmente cumprida, conforme já informado ao juízo da 1ª Vara, inclusive com relação ao local de cumprimento” disse o defensor de Hoffmann Mário Cipriani.

 

Outros condenados

O vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos, foi o primeiro a se apresentar diretamente no Presídio de São Vicente do Sul, na Região Central do Rio Grande do Sul, segundo a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe).

Já o Tribunal de Justiça do estado (TJ-RS) informou que Elissandro Spohr, o dono da Boate Kiss, se apresentou no cartório do 2° Juizado da 1ª Vara do Júri, em Porto Alegre. Nas redes sociais, Spohr, também conhecido como Kiko, disse que recebeu a comunicação do seu advogado, Jader Marques, quando voltava da escola das filhas. "Eu entrei nesse julgamento já julgado", sublinhou.

Segundo o advogado Gustavo Nagelstein, Luciano Bonilha também deve cumprir pena em São Vicente do Sul. Ele publicou um vídeo nas redes sociais em que diz que respeita a decisão, não irá fugir e que pretende se entregar. "Eu não sou esse bandido, esse assassino que estão tentando impor", disse.

 

Julgamento

Após 10 dias, um dos julgamentos mais acompanhados em função da extensão da tragédia sentenciou os acusados pelo incêndio na boate Kiss. Na sexta-feira (10), por volta das 17h, o juiz Orlando Faccini Neto leu o texto que condena cada um dos quatro réus a, no mínimo, 18 anos de prisão.

Durante a leitura, o juiz ressaltou que, apesar de dolo eventual, este foi intenso. “No caso de perdas de ente, como no presente, o Estado deve demonstrar preocupação para com os pais”, reforçou enquanto frisava se tratar de mortes coletivas.

Ao final do julgamento, os pais e familiares se reuniram para prestar homenagem aos que partiram. O discurso foi dado por um dos participantes da roda. “Nós não temos momento nenhum para comemorar, a não ser o momento da Justiça”.

 

Foto: Reprodução/ Internet

 Foto: Juliano Verardi/Imprensa TJRS

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